quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ofurô acalma bebês no interior de São Paulo

A criança tem a sensação de voltar para o útero da mãe. É uma maneira de fazer o bebê se adaptar mais facilmente ao novo ambiente

Matéria enviada pelo colaborador do Blog Paulo Henrique de Souza

Duas terapias que vieram do Oriente estão ajudando a melhorar a vida de bebês no interior de São Paulo. A shantala, que é um tipo de massagem indiana, já era praticada em alguns hospitais públicos no Brasil. Agora, uma maternidade no interior de São Paulo também adotou ofurô para bebês.

A mãe adora ver a filha tranquila e relaxada. O segredo é a shantala, uma poderosa massagem indiana. Desde que Francine nasceu, há três meses, a professora Cristina Vicente dos Reis usa a técnica todos os dias: “Ela é mais tranquila, sossegada. Dorme a noite toda”.

O irmão, companheiro inseparável, fez questão de aprender todas as técnicas. “Ajudo quando vai dar banho”, conta a estudante Felipe Reis Fernandes.

“Você põe o bebê sobre os joelhos, sobre a cama, como se sentir confortável e massageia o bebê todinho, da cabeça até os pés”, ensina a enfermeira obstetrícia Ivone Morandi.

Existe também uma técnica que é ensinada em um hospital em Tupã uma vez por semana, para os pais tornarem o começo de vida dos filhos mais agradável. É o ofurô. Primeiro a criança é enrolada em uma toalha, que representa a placenta. Depois é colocada em água morna, como se fosse o líquido amniótico, aquele que fica dentro do útero materno.

O resultado é surpreendente. Pela carinha dos bebês, parece ser bem gostoso. O ofurô acalma a criança porque ela tem a sensação de voltar para o útero da mãe. É uma maneira de fazer o bebê se adaptar mais facilmente a esse novo ambiente.

É tão importante que Vinicius acabou de nascer e já está tranquilo.

“Ajuda no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê. Aqueles bebês que têm alteração de sono melhoram muito. Nos prematuros, que precisam ganhar peso, o ofurô acelera o desenvolvimento”, destaca a especialista em aleitamento materno Rose Chiaradia.


Assistam o vídeo com a reportagem




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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Que tipo de pai você é?

Você desconfia de tudo e de todos e não confia em ninguém para tomar conta dos seus filhos ou é daqueles a quem todos recorrem em busca de um conselho? O especialista em medicina comportamental Leandro Romani de Oliveira divide os pais em nove tipos de personalidade, do perfeccionista ao observador. E também estabelece quais são os principais desafios de cada um deles na relação com os filhos.Veja em qual deles você se encaixa.

Matéria enviada pela colaboradora do Blog Núbia Camargo


1. O PERFECCIONISTA
Sou muito responsável e possuo um nível crítico bastante alto. Para mim, o trabalho vem antes do prazer e tenho dificuldade de ignorar ou aceitar as coisas que não são feitas do jeito certo. Sinto uma profunda necessidade de corrigi-las.
Desafios
Sua integridade é admirada por seus familiares, mas a busca por correção pode deixá-lo muito crítico. Seu principal desafio como pai é exercitar a compaixão (em relação a você mesmo e aos seus filhos), aceitando os diversos pontos de vista, percebendo que somos todos naturalmente imperfeitos e que existem vários jeitos certos de ser. Em resumo, somos amados pelo que somos e não pelo que consideramos certo ou errado.

2. O DEDICADO
Consigo perceber o que algumas pessoas sentem ou precisam, mesmo que não digam. Sinto um grande impulso a ajudá-los e compreendê-los, porém, às vezes, posso ser interpretado como se estivesse controlando ou bajulando o outro.
Desafios
Sua dedicação é ressaltada pelos familiares, mas o excesso pode sufocar o crescimento e a autonomia dos outros. Seu desenvolvimento como pai passa por reconhecer as suas próprias necessidades e satisfazê-las com a mesma energia que se dedica aos filhos, aceitando ser ajudado, estabelecendo limites e dizendo “não” quando necessário. Lembre-se de que somos amados mesmo quando as pessoas não precisam da gente.

3. O EMPREENDEDOR
Adapto-me às situações ou às pessoas para atingir minhas metas. O sucesso é muito importante para mim e estou constantemente envolvido em tarefas. Às vezes, essa conduta me faz deixar de lado sentimentos e relacionamentos pessoais.
Desafios
Sua confiança e seu otimismo são contagiantes. Mas eles também escondem a ideia de que a felicidade depende do sucesso ou da vitória. O problema é que, às vezes, esse foco pode privá-lo dos bons momentos de sua vida familiar. O caminho de crescimento para você é perceber que somos amados e reconhecidos pelo que somos e não pelo que fazemos. É possível reduzir o ritmo e ter plenitude quando se dedica parte do seu tempo à convivência com os filhos.

4. O ROMÂNTICO
Desfruto de grande refinamento estético e vivo intensamente as emoções, me sentindo diferente dos demais. Às vezes, tenho a sensação de buscar constantemente a felicidade em objetivos que deixam de ser tão significativos quando os atinjo.
Desafios
A criatividade e a sensibilidade estimulam um olhar diferenciado sobre a realidade, mas a profundidade de sentimentos pode confundir os outros. A percepção de que falta algo para lhe preencher pode levar à idealização de pessoas e relacionamentos, o que acaba gerando a frustração. Como pai, procure apreciar a beleza e a felicidade que existe em cada momento com seu filho. Saiba que podemos progredir em nossas ações apesar das oscilações emocionais. Mesmo diante das particularidades de cada um, somos todos iguais e estamos profundamente conectados.

5. O OBSERVADOR
Passo grande parte do tempo recluso em pensamentos. Valorizo o conhecimento e costumo ser mais reservado, preservando minha energia e meu tempo. Prefiro observar o que acontece e evito me envolver em temas mais superficiais.
Desafios
Seu humor refinado e seu conhecimento são reconhecidos por todos, mas quando se perde no mundo dos pensamentos estabelece um grande distanciamento. Seu desafio como pai é procurar mais profundamente os sentimentos em relação aos filhos e se permitir expressá-los, deixando sua curiosidade ligá-lo mais intimamente a eles. Essa troca é muito importante para atribuir sentido à vida.

6. O QUESTIONADOR
Tenho facilidade para imaginar cenários negativos de forma a me antecipar caso eles possam acontecer. Desconfio primeiro, mas, ao estabelecer confiança, sou extremamente fiel. Sou considerado questionador, mas isso me faz sentir mais seguro.
Desafios
Sua lealdade é uma característica muito forte, mas o excesso de protecionismo pode limitar o crescimento dos que estão a sua volta. Questionamentos e preocupações demasiados podem contaminar seus filhos, deixando-os também ansiosos. Agora, se você é desses que não têm medo de nada, pode gerar expectativas muito altas sobre os jovens. Procure resgatar a fé em si, nos seus filhos e em algo que transcenda a nossa compreensão. Nem mesmo o acaso abala o equilíbrio das forças que nos regem.

7. O OTIMISTA
Realizar tarefas repetitivas ou que não sejam prazerosas é difícil ao extremo para mim. Tenho grande facilidade para planejar e criar. Geralmente, minha atenção está focada na diversidade e de forma positiva, por isso costumo ser visto como alguém alegre e otimista.
Desafios
Sua alegria e seu constante planejamento divertem e entretêm os outros, mas a sensação de limitação pode levá-lo à diversidade excessiva, o que dificulta o contato com os próprios sentimentos e o impede de perceber mais profundamente a si e aos filhos. Tente desenvolver a percepção do que se passa no momento presente, seja ou não agradável, com você ou com os outros. Procure fazer uma coisa de cada vez, do início ao fim.

8. O PROTETOR
Muitos me acham enérgico e objetivo demais. Gosto de franqueza e tenho dificuldade de tolerar a fraqueza dos outros. Às vezes, acho que o mundo é injusto, por isso tenho de ser forte e comandar para sobreviver e não ser traído.
Desafios
Seu senso de proteção e justiça traz segurança à família, mas, quando ele se faz desproporcional, pode intimidar a todos. Procure exercitar a tolerância e a compreensão em relação aos seus filhos. A compaixão e o reconhecimento de suas limitações vão ajudá-lo a cultivar a ternura dentro de casa e modular a intensidade de suas intervenções.

9. O CONSELHEIRO
Sempre levo em conta os diferentes pontos de vista e busco gerar consenso. Tenho necessidade de que as pessoas estejam em harmonia e geralmente priorizo os anseios dos outros e prorrogo a realização do que realmente é importante para mim.
Desafios
Sua flexibilidade e sua pró-atividade são características que o tornam um excelente mediador de conflitos alheios, mas isso pode afastá-lo de sua própria identidade, ao se moldar às circunstâncias. Busque reconhecer e executar suas prioridades, permitindo-se entrar em contato com suas emoções e entender que os conflitos podem trazer crescimento e contribuição às pessoas. Acredite também que o amor e a união entre pais e filhos são incondicionais.