sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sono interrompido

Sono Interrompido

DESCUBRA ALGUNS ENGANOS QUE PAIS COMETEM E QUE PREJUDICAM OS SONHOS DO PEQUENO

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO, RAQUEL BEER, FILHA DE MARCIA E ANDRÉ
Fazer com que sua criança durma – e continue adormecida – é uma das tarefas mais desafiadoras da paternidade. Mesmo pais de “dorminhocos” têm que encarar a hora da soneca ou lutas na cama ocasionalmente.

Mas e se você pudesse ajudar seu filho com algumas dessas dificuldades? Especialistas identificaram seis erros comuns que pais cometem quando o assunto é fazer o filho fechar os olhos. Mas a boa notícia é que aqueles que cometem esses erros podem contorná-los sem muitos problemas. 






1. Sono tardio 
Crianças de hoje passam menos horas adormecidas do que os pais passavam quando eram pequenos. “Na infância e ao longo da pré-adolescência, as crianças hoje dormem menos do que as dos anos 70 e 80”, diz Marc Weissbluth, pediatra e autor de Healthy Sleep Habits, Happy Child (Hábitos Saudáveis de Sono, Criança Feliz). Um estudo divulgado na obra descobriu que crianças de dois anos dormem 40 minutos a menos do que as duas gerações anteriores.

Talvez o seu filho não tenha uma rotina de sono com horários, ou talvez você só tenha as noites para brincar com ele, mas a verdade é que dormir tarde pode gerar dificuldades em dormir, cochilar, e sono interrompido, segundo Weissbluth.


Além disso, o sono tardio gera uma fatiga desnecessária nos pequenos. “Quando eles ficam muito cansados, é mais difícil que eles durmam - e permaneçam adormecidos-, e eles acordam mais cedo do que se eles se deitassem na hora apropriada”, explicaa trabalhadora social Jill Spivack, co-criadora de The Sleepeasy Solution: The Exhausted Parent's Guide to Getting Your Child to Sleep from Birth to Age5 (A solução do sono fácil: o Guia dos Pais Exaustos Para Fazer o Pequeno Dormir do Nascimento aos 5 anos).


Pense sobre isso: depois de chegar em casa, jantar e fazer o dever, dormir pode se tornar uma prioridade esquecida. Muitos pais adiam a hora da cama para evitar brigas ou com esperança de que seu filho irá dormir sem sozinho, mas para Mindell isso é tolice, já que quando as crianças estão muito cansadas, elas ainda ficam agitadas.


Solução: Estabeleça um horário regular para o sono e não abra mão dele. Também é recomendável colocá-lo na cama mais cedo, antes que ele coce os olhos ou boceje, porque mesmo 15 minutos de sono extra podem fazer a diferença. 


Vale lembrar que bebês e crianças pequenas precisam de 11 horas de sono; crianças na pré-escola, de 12 horas se tirarem sonecas ao longo do dia, e crianças mais velhas, de 10 a 11 horas. Descubra a hora que o seu precisa acordar e faça as contas!


2. Movimento sonolento

Que pais não deram um suspiro de alívio ao assistir o bebê deles pegar no sono no banco traseiro do carro? Mas algumas mães e pais caem na armadilha de usar movimentos para fazer seus jovens filhos cochilarem toda noite. “Se a criança sempre dorme em movimento – em balanços ou carros – ela provavelmente não tem o sono mais profundo e restaurativo, devido à estimulação do movimento”, diz Weissbluth. Ele compara o sono induzido por movimento ao tipo de soneca que o adulto pode tirar enquanto voa em um avião.

Solução: Use movimentos para acalmar, não para ninar.


Você pode usar movimentos para acalmar uma criança nervosa. Mas quando ela adormecer, pare com o balanço ou estacione o carrinho. “A criança terá um sono de melhor qualidade”, diz Weissbluth. No caso de uma viagem de carro, sinta-se livre para aproveitar os momentos de silêncio. 


3. Super estimulação 

O móbile pode ser uma das razões para a falta de sono do bebê. “Eu fiz o que achava que todas as novas mães tinham que fazer – colocar um móbile no berço”, diz Kelly Ingevaldson. Mas ela rapidamente aprendeu que o enfeite – com os brinquedos giratórios, barulhos e luzes – representava muita distração para a sua filha. “Ela não dormia admirada com o móbile. Com tantas cores brilhantes, ele estava mantendo-a acordada em vez de mostrá-la que era hora de dormir”.

No caso de crianças mais velhas, a agitação pode ocorrer devido a muitos brinquedos em sua cama ou outras distrações.


Solução: Escuro sem adrenalina.


Para que o pequeno aproveite ao máximo o sono, coloque os bebês e as crianças para dormir em salas escuras. “Para que os bebês durmam bem, em uma escala de 1 a 10, com 10 sendo o mais escuro, o quarto deve ser entre 8 e 9”, diz Spivack. Quanto aos barulhos, um ventilador ou outra máquina podem ser usados para abafar os sons da rua ou do quarto ao lado. 


Crianças mais velhas podem ter uma luz leve, para espantar os medos, mas nada de entretenimento na hora de dormir. Pense bem antes de permitir TV ou computador no quarto do pequeno. Mesmo crianças que adormecem com o DVD favorito perdem meia hora preciosa de sono – uma perda que pode afetar o humor e comportamento durante o dia. É mais fácil manter eletrônicos fora do quarto e negociar a questão cada noite.


4. Rotina quebrada 

Você pode pensar que a rotina do bebê, com banho, livro e canção de ninar, não é muito necessária. Mas ter uma série de atividades calmantes e divertidas levando a hora de dormir é muito importante, de acordo com Judith Owens, diretora da clínica pediátrica de distúrbios do sono no Hospital para Crianças Hasbro, em Providence. “Isso prepara sua criança para dormir”, explica.

Pais de crescidos muitas vezes abandonam a rotina por pensarem erroneamente que a criança é muito velha, ou porque eles estão cansados de fazê-la. Mas até os adultos se beneficiam ao terem algum tipo de rotina para se acalmarem toda noite. “Nós não podemos esperar que nossas crianças migrem de um dia agitado para um quarto de luzes apagadas”, diz Mindell.


Solução: Um ritual confortável de na hora de dormir.


Independentemente da idade de seu filho, a chave é ter uma série premeditada de passos – ou o que Spivack chama de “sinais do sono” – que ajudam-no a se acalmar. Isso pode significar simplesmente colocar o pijama e se aconchegar; ou tomar banho, ler, cantar canções de ninar e até orar.


5. Inconsistência

Duas vezes por semana, quando ele está muito manhoso, você deita com seu filho na cama dele até que ele durma. Ou talvez você coloque sua criança no quarto dela, mas permita que ela invada a sua no meio da noite.

O problema não é o método usado, mas a inconsistência de sua prática. Muitos pais não se importam em abrigar o pequeno na cama com eles, mas muitas vezes eles terminam com uma “cama familiar” que eles não planejaram.


 “Nas primeiras duas vezes que a criança levantar à noite, os pais vão coloca-la de volta em sua cama, e por volta das 3 da manhã eles deixaram que ela fique na cama com eles”. Explica Owens, que ainda afirma que esse cenário cria um “reforço intermitente”, que incentiva os pequenos a persistirem.


Solução: Estabeleça orientações.


Nunca é tarde demais para estabelecer regras.  Karen Tinsley-Kim tem um filho de três anos que recentemente começou a acordar às 11 horas da noite e achar o caminho para a cama dos pais. Depois de alguns meses de visitas noturnas, a privação do sono estimulou Tinsley-Kim a agir. “Eu não o deixava sair de sua cama, dizendo-lhe do jeito mais gentil e firme que conseguia que era hora de dormir, e era hora de ele dormir na cama dele”, relata ela, que conseguiu fazer com que o menino ficasse na própria cama.


Existem exceções. Se a criança tem medo de tempestade, sinta-se livre para confortá-la, ficando com ela na cama ou dormindo em um colchão no quarto dela. Mas assim que o medo passar ou que a tempestade acalmar, retorne para sua rotina normal.


Uma criança que já teve o conforto de dormir com os pais pode protestar. Nesse caso, Mindell sugere que se tome alguns dias para lentamente sair dessa situação- talvez ficando perto da porta até que seu filho durma, antes de deixá-lo totalmente.


6. Passo precipitado 

Sua criança faz 2 anos e você quer celebrar comprando aquela cama infantil bonitinha que você viu. Mas no mesmo dia em que você faz a troca, ela começa a acordar a noite e caminhar no horário em que deveria estar dormindo.

Por quê? Antes dos 3 anos aproximadamente, muitas crianças não estão preparadas para abandonar o berço. “Eles não têm o desenvolvimento cognitivo e autocontrole para ficar nos limites imaginários de uma cama”, diz Mindell.


Solução: Espere até que seu filho fique pronto.


Quando uma criança está perto dos 3 anos, talvez seja a hora de transferi-lo para uma cama maior. Talvez é a palavra certa: Se seu pequeno tem dificuldade com a transição, você sempre pode dar-lhe mais tempo.


Muito mais que voltar para as fraldas depois de desastrosas tentativas com o pinico, retornar ao berço não é um fracasso. “Se não está funcionando, não há nada de errado em voltar atrás”, diz Mindell. Seu filho vai eventualmente ser capaz de lidar com uma cama grande – e talvez até peça por uma. “Não conheço nenhuma criança que esteja indo para o jardim de infância e ainda durma em um berço”, diz Mindell.


fonte: http://www.guiame.com.br/noticias/gospel/familia/sono-interrompido.html

quinta-feira, 6 de junho de 2013

05 Dicas para ajudar o seu filho a largar a chupeta

Dicas para seu filho largar a Chupeta



Boa tarde pessoal. Demorei um pouco para escrever, mas estou de volta. Prometo que os posts serão mais frequenta de agora em diante.
Trago como tema algo muito importante. A dolorida hora de larga a chupeta. É fato que a chupeta tras uma certa tranquilidade a nós pais, ainda mais naquele momento em que os filhos estão na fase "quero dormir".
Mas para o bem dos nossos filhos, precisamos estimula-los a largar a chupeta o mais rápido possível, pois isso pode acarretar em má formação na arcada dentária e problemas de dicção. Fica a dica.
Abaixo uma matéria feita em 2011 pela Revista Crescer com pediatra do Hospital Samaritano, Carlos Alberto Landi. Aqui ele indica 05 dicas interessantes para ajudar o seu filho a largar a chupeta.

Boa semana a todos e aproveitem a leitura.

@paideprima


Principalmente depois dos 3 anos, a chupeta é algo que não deveria mais fazer parte da vida das crianças nessa fase. O que fazer, então, se ela continua – firme e forte – na sua casa? Chegou o momento-limite de acabar com esse hábito, para o bem de seu filho. "A boca não foi feita para ficar tampada. A chupeta ocupa um lugar que deveria ficar vazio", afirma a fonoaudióloga Flávia Ribeiro, do Hospital São Luiz, em São Paulo. O uso da chupeta não é recomendável nem para dormir. Dependendo da duração e da intensidade com que a criança usa a chupeta, poderá ter a mordida aberta (quando a língua entra no espaço entre os dentes, dificultando a pronúncia das palavras). "Além disso, há o risco de ocorrer uma alteração na arcada dentária", alerta Flávia. Os pais têm de ensinar o filho a pegar no sono com a boca livre. É preciso determinação na retirada: saber que está fazendo a coisa certa e o filho é forte e vai suportar a perda. "As crianças adoram ouvir histórias antes de dormir. Aproveite esse momento, quando elas se envolvem nos enredos fantásticos, desligam-se e adormecem para ‘esquecer’ a chupeta", orienta a especialista. 
Abaixo, você confere 5 dicas para ajudá-la nesse processo:
1. TENTE AOS POUCOS Reduza o tempo que ele fica com o acessório, espaçando os intervalos. É uma forma de ele começar a se desacostumar. 

2. FORA PRENDEDOR Se costuma usar a chupeta presa na roupa, tire o prendedor já! O uso excessivo provoca danos na musculatura oral, que não é fortalecida de forma adequada. A arcada dentária também pode ficar deformada. 

3. FAÇA UMA TROCA 
No caso de bebês, substitua a chupeta por algo de que ele goste ou pelo qual se interesse e que possa ser colocado na boca. 

4. GOSTO RUIM 
Deixe a chupeta estragar. Segundo os médicos, a criança vai perdendo o interesse porque o “gosto bom” acaba. 

5. MARQUE O DIA 
Combine um dia oficial para tirar a chupeta de vez. E não volte atrás. Senão ele vai entender que, sempre que quiser, você vai devolvê-la. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dois anos de Anne


Dois anos e um mes se passaram após o nascimento da pequena Anne. Confesso ter montado esse pequeno sítio no intuito de me alto educar na criação da minha filha, mas quer saber a verdade? A vida te da isso, a vida, te ensina como um passe de mágicas, como voce deve guiar seus filhos.
Muitas coisas aqui postadas, serviram sim como um guia prático, mas se hoje posso te dar um bom conselho, aqui vai...relaxa, tudo dará certo, entre um choro e uma troca de fraldas, a vida vai te mostrando o caminho correto a ser seguido.
Escrevo esse post em forma de desculpas pela ausência nos últimos meses, mas senhor papai de primeira viajem, saiba que o nosso tempo se reduz em pó após a tão sonhada paternidade.
Não deixarei de postar dicas e textos sobre a paternidade, mas hoje meus conselhos são outros. Ame seus filhos como se o hoje fosse o seu ultimo dia de vida, mas nunca esqueça, ame a si próprio e a sua companheira. Ame sua relação de casal como se hoje fosse o seu primeiro dia de namoro. Garanto, esses sentimentos farão com que você eternize e fortaleça sua família, não deixe de viver sua vida.
Coisas simples como um cineminha, um chopp, aquela pelada com os amigos parecem secundárias após a chegada de um filho, mas lembrem-se: precisamos pensar em nós mesmos, sem egoísmo, mas temos uma vida que precisa seguir adiante, e que seja bem aproveitada, pois o tempo passa depressa,e como passa.

Um forte abraço e em breve novos posts

Ricardo Santos

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cinco Mitos sobre a paternidade




Mitos e verdades

Se você é como a maioria dos pais de primeira viagem, deve estar com algumas idéias na cabeça um tanto equivocadas sobre o significado da paternidade. Esses conceitos são baseados em experiências com seu próprio pai e em atitudes que você acredita serem esperadas pela sociedade. Infelizmente, há poucos recursos disponíveis para ajudar os homens a processar tais assuntos ou para colocar tantos mitos em xeque. Mesmo assim, quanto mais você examinar e buscar entender suas expectativas sobre a paternidade, mais chances terá de se tornar o pai que deseja.

Talvez o maior dos mitos seja o de que há apenas uma definição do que é ser um "bom pai". A questão é que a paternidade não é nenhuma entidade imutável. Você tem o poder de fazer dela o que quiser para atender às suas necessidades, assim como as da sua família. E o melhor de tudo é que tem tempo para isso. Da gestação aos primeiros anos de uma criança, os homens mudam e desenvolvem uma identidade única como pais. Veja a seguir outros cinco mitos sobre a paternidade e a verdade escondida por trás deles.

Mito 1: Só os sentimentos da gestante é que contam

As incríveis mudanças no corpo de sua parceira durante a gravidez e os preparativos para o parto podem fazer com que se acredite que somente os sentimentos dela importam neste momento. A preocupação com o bem-estar físico e mental da mulher na gravidez é importante, assim como depois que o bebê nascer, o que não quer dizer que os sentimentos do pai não sejam também.

É mais fácil para um futuro papai falar todo animado sobre os aspectos positivos das mudanças que vêm pela frente. Bem mais complicado é dar voz à inevitável sensação de temor e apreensão. Será que vou desmaiar na hora do parto? Será que vai haver alguma complicação? Será que nosso relacionamento vai mudar? Será que a chegada de um filho não vai atrapalhar minha carreira?

É importante que sua parceira saiba dos seus receios. Muitos pais não compartilham medos sobre a gravidez e a chegara do bebê com as mulheres para poupá-las de mais preocupação. A verdade é que a maior parte das mulheres
quer esse tipo de interação. Conversas sinceras e abertas só vão aproximar vocês dois.

Não deixe também de conversar com amigos que estejam passando ou já tenham passado pela experiência.

Mito 2: Recém-nascidos não precisam dos pais

A forte ligação entre sua parceira e o bebê, especialmente se ele estiver mamando no peito, poderá deixar você se questionando se afinal de contas vai servir para alguma coisa. Saiba que sim. Você é uma pessoa importante na vida do neném e traz conforto e segurança a ele. Para criar um vínculo especial com seu filho, segure-o no colo, nine-o, converse com ele ou cante uma música -- só espere para fazer isso depois das mamadas, assim a atenção dele será total. Além de ter momentos especiais com o bebê, você também estará ajudando a dar um tempo para sua parceira descansar e recuperar as energias depois de amamentar.

Você pode ajudar a alimentar o bebê se sua parceira
ordenhar o leite para colocar em uma mamadeira ou copinho, ou se vocês, junto com o pediatra, tiverem decidido complementar a alimentação com fórmula láctea.

Mito 3: Homens não sabem cuidar de bebês

Esta é uma grande mentira que impede pais de terem uma relação próxima com os bebês e causam ansiedade nas mães, que temem que os homens não sejam capazes de lidar com recém-nascidos. No mundo de hoje não faltam exemplos de homens que cuidam de bebês sozinhos. Pais e mães aprendem a atuar como tal no dia-a-dia, pela vivência e pelo contato com as crianças. Se dedicar tempo para seu filho, você naturalmente aprenderá a reconhecer as necessidades dele.

Mito 4: Homens que se dedicam aos filhos não estão bem na carreira

Muitos homens cresceram com o conceito de que seu valor era basicamente medido pelo trabalho. Mas essa verdade, que já foi absoluta, começa a mudar, e alguns homens estão trocando as conquistas profissionais por mais tempo com a família, por enxergar aí a fonte de sua satisfação pessoal, e não porque simplesmente suas carreiras já não iam bem mesmo. Hoje em dia, mais homens do que nunca sentem que ser bons pais é uma conquista significativa por si.

Mito 5: Você está destinado a ser um pai igual ao que teve

Seu próprio pai vai adquirir novos significados quando você se tornar pai. É natural pensar em sua história e acreditar que, por bem ou por mal, seguirá os passos do seu pai. Mas não tem que ser assim. Seu pai é uma das influências sobre o tipo de pai que você será, porém não a única. Pense em todas as pessoas que afetaram sua vida ao longo do tempo, de professores a amigos, tios e irmãos, e crie sua própria identidade paterna.

Basta ver como cada lugar do mundo encara a paternidade de uma forma diferente. Em algumas culturas africanas, por exemplo, "pai" é na verdade um grupo de homens, não um indivíduo. A paternidade é socialmente construída, baseada nas necessidades dos integrantes de um determinado local, em um determinado momento histórico. Foi assim com nossos pais. Para eles, ser bom pai era, acima de tudo, ser bom provedor e não deixar faltar casa, comida e educação para os filhos. Os homens agiam conforme o que parecia ser melhor dadas as demandas sociais e familiares da época.

Você também fará esse tipo de escolha. Procure enxergar a paternidade como um papel a ser desempenhado diariamente, conforme você explora as possibilidades da vida. Pegue as experiências positivas de sua própria família e acrescente novas por conta própria.

Como questionar os mitos da paternidade

1. Reflita sobre como a paternidade está afetando você. Compartilhe impressões com sua parceira e amigos que estão na mesma situação.

2. Pegue, acarinhe, nine e conforte seu recém-nascido desde a hora em que ele nascer.

3. Aprenda a trocar fraldas, dar banhos, alimentar seu filho e ser parte da rotina dele.

4. Pense nas concessões profissionais que está disposto a fazer para ter mais tempo para seu filho. Isso é algo que leva tempo.

5. Aproveite as boas qualidades do seu próprio pai, de professores, amigos e parentes para se espelhar e criar sua identidade paterna. Qualquer pessoa que teve um impacto positivo na sua vida pode ser um modelo a seguir. 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

20 atitudes para seu bebê crescer mais inteligente

Abaixo algumas dicas de como ajudar no desenvolvimento do seu filho.Algumas ações simples podem fazer com que seu filho cresça mais inteligente e mais preparada para enfrentar esse nosso mundo tão complicado e competitivo.




1- O poder do peito A amamentação é o principal estímulo ao bebê, sem falar do bem que faz à saúde dele. O contato físico durante o aleitamento desencadeia reações vitais ao desenvolvimento afetivo, emocional e mental dele. Nos Estados Unidos, pesquisas mostram que crianças que mamaram no peito têm Q.I. mais alto. Por isso, se for possível, amamente.



2- Olhos nos olhos Quando estiver amamentando ou conversando com o bebê, olhe nos olhos dele. A criança nasce preparada para enxergar a mãe desde as primeiras mamadas. É quando registra sensações e começa a construir a memória.

3- Língua de fora Além de o rosto humano ser atraente para o bebê, estudos revelam que nos primeiros dias a criança já pode imitar o que vê - ou seja, dá conta dos desafios iniciais.

4- Gestos que falam A criança faz a leitura do corpo e da expressão dos adultos que a cercam. Por isso, é importante demonstrar os sentimentos. Um simples beijo estalado gera a conexão de milhares de neurônios.

5- Música, maestro! Cante canções de ninar, invente uma musiquinha ou coloque uma para o bebê escutar. Já existem estudos comprovando que ouvir música clássica (se toda a família curtir o programa, claro) contribui para o aprendizado da matemática.

6- Fralda com graça Transforme a troca de fralda em diversão pura. Leves toques na barriguinha e no bumbum podem despertar o sentido do humor. Mas fique atenta: cara feia ou beicinho indicam a hora de parar.

7- No maior papo Fale com ele sobre o tempo, sobre a alegria de tê-lo na sua vida, sobre o que ele quer fazer a seguir - enfim, sobre qualquer coisa, mas fale. Durante a conversa, a criança começa a perceber a melodia e o timbre da voz. Faça pausas entre as frases para o bebê aprender que há um momento para falar e outro para ouvir.

8- Vamos passear Outros rostos, sons e cores da rua despertam naturalmente a curiosidade do bebê. Mas cuidado com a quantidade de estímulos para não deixá-lo agitado demais.

9- Farra no banho Aproveite o momento em que o bebê se delicia batendo pés e mãos na água e vá dizendo o nome das partes do corpo. Assim você o ajuda a ampliar o vocabulário.

10- Espelho, espelho meu... Por volta do quinto mês, o bebê se encanta ao se ver no espelho, mas ainda não se reconhece - o que vai ocorrer a partir de 1 ano. Mesmo assim, desde cedo brinque com ele em frente ao espelho e mostre "novidades" como o umbigo.

11- Que cheiro é esse? Na hora do banho, deixe o bebê sentir o perfume do sabonete. Durante o almoço, aproxime algum alimento para que ele perceba o cheiro. Observe as reações. Esse jogo simples está relacionado ao desenvolvimento das noções mais básicas de prazer e satisfação.

12-Palmas, beijinhos, tchau Os códigos sociais podem ser transmitidos desde cedo. Com o tempo, o bebê vai associar cada gesto à sua função.

13- Espetáculo de luz e cor Objetos com cores vivas e brinquedos com luzes são uma atração irresistível e um aprendizado garantido.

14- Esconde - esconde Primeiro é a fralda cobrindo o rostinho. Depois são os objetos jogados no chão. É o desaparecer e o aparecer, o ir e o voltar - um verdadeiro treinamento para lidar com situações de separação, como a da mãe que sai para trabalhar.

15- Causa e efeito Anuncie algumas ações antes de executá-las: "Agora, vou acender a luz" ou "Vou fechar a porta" vão, aos poucos, ensinando ao bebê a relação entre causa e efeito.

16- Você no caminho Deite em um edredom e deixe o bebê escalar seu corpo. Ajuda a coordenação.

17- Toque de carinho Passe suavemente um retalho de seda ou veludo nos pés ou nas bochechas do bebê. Cada novo contato desencadeia um turbilhão de conexões neurológicas.

18- Dê nome aos bois... e a tudo o mais Descreva tudo que vê ou ouve: "Veja a rosa vermelha"; "O cachorro latiu". Facilita a identificação.

19- Pele sobre pele Massageie delicadamente braços, pernas e a barriga dele. O contato favorece as sensações de afeto e de segurança.

20- Balancê, balancê Movimente o corpo do bebê com suavidade para a frente e para trás, de um lado para o outro. A criança gosta e, se quer continuar, pede mais. Com isso, aprende a reconhecer o que lhe agrada ou não.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

CineMaterna - Genialidade na simplicidade

A chegada de uma criança muda, e muito a rotina de um casal.

Baladas, festas, viagens, jantares românticos...tudo isso parece entrar em segundo plano para os pais. Algo que curto muito fazer, e que ficou meio esquecido nessa nova rotina, foi curtir um bom filme ao lado da minha esposa no cinema.

Certo dia,ainda curtindo sua licença maternidade, a Gi me disse: “Ri, vou ao cinema com a Thalita amanha na parte da tarde”. Pensei com meus botões...imagina a Anne gritando no meio da sessão, tirando o sossego do povo que quer muito ver o filme?

Foi então que fiquei sabendo que se tratava de uma sessão especial para mamães, onde o choro de bebê fazia parte da trilha sonora.

Curioso, claro, resolvi acompanhar minha família a segunda sessão, em pleno sábado as 11:00 da matina, sim, onze da manha.

Caro leitor, fiquei surpreso com tamanha genialidade dos idealizadores,uma coisa simples, barata e bemmm bacana para quem tem seus pequenos e não pode aproveitar aquela ultima sessão a dois.

Abaixo um breve descritivo do projeto, e aconselho...vão, vocês irão gostar bastante.

Blog: www.cinematerna.blogspot.com

Site: www.cinematerna.org.br

Cinematerna

Em um grupo de discussão pela internet sobre parto humanizado e maternidade ativa, uma mãe cinéfila declarou que sentia muita falta de ir ao cinema após o nascimento de seu primeiro filho. O grupo organizou-se e 10 mães com seus bebês - entre 20 dias e 4 meses de idade "invadiram" um cinema para a primeira sessão batizada de CineMaterna, em fevereiro de 2008.

O programa foi um sucesso, e o encontro de mães e bebês virou uma atividade semanal dessas mães, que entre amamentação e fraldas conseguiram retomar sua vida cultural e, ao mesmo tempo, conversar sobre a experiência da maternidade.

Após alguns meses, o grupo foi acolhido pela rede de cinemas, que reconhecendo o valor desta iniciativa, lançou em agosto de 2008 a estréia oficial da 1ª sessão amigável para bebês.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A FALTA DO PAI É SEMPRE PREJUDICIAL

Entrevista com Rubens de Aguiar Maciel - IHU


“Há um grande desconhecimento em relação à importância da função paterna dentro da família. Nas relações entre mãe e pai, existe uma dinâmica que é alterada com a vinda de um filho. Por outro lado, o pai tem uma função muito importante na formação da personalidade e no aspecto emocional da criança”, afirma o psicanalista Rubens de Aguiar Maciel. Durante a entrevista que concedeu à IHU On-Line, por telefone, ele falou sobre as transformações que o papel do pai vem sofrendo nas últimas décadas.

Maciel analisou as pesquisas que são feitas no Brasil sobre a paternidade, sobre como as mulheres tratam o tema e também sobre a ausência do pai e a influência que o filho traz para o homem enquanto pai. “Hoje há alguns movimentos que procuram auxiliar os homens nesta tarefa de pai, ainda são poucos, mas existem grupos que se organizam no sentido de fazerem turmas de pais, de casais, onde vão discutir a questão da paternidade e do cuidado com os filhos. É algo que precisa ser incentivado e divulgado”, destaca.

Rubens de Aguiar Maciel é psicólogo e psicanalista. Atualmente, é professor na Universidade de São Paulo (USP) e colaborador do Hospital das Clínicas de São Paulo. É considerado um dos poucos especialistas do país na questão da paternidade.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Por que há tão poucas pesquisas sobre o tema da paternidade?

Rubens de Aguiar Maciel – O pai ficou em segundo plano nas investigações científicas e na sua relação com os filhos. Isso talvez porque a presença do pai dentro da família tivesse um papel um pouco mais distante até pouco tempo atrás. Há algumas décadas, o pai não era tão solicitado, como é hoje, para conviver no aspecto emocional com seus filhos e com a mulher. Ele cuidava muito mais do trabalho e de prover a família financeiramente. A parte da educação moral e dos cuidados com os filhos sempre ficou mais com a mãe. Por isso, a relação mãe-criança, mãe-bebê era mais intensa e mereceu mais estudos. Com as transformações econômicas, sociais e dos costumes, o pai hoje participa de uma maneira muito mais intensa e, acredito que, por esta razão, o interesse pela figura e função do pai na formação da personalidade da criança começou a crescer.

IHU On-Line – Quais são as transformações do papel do pai?

Rubens de Aguiar Maciel – Historicamente, o papel do pai sofreu transformações radicais de fato. Na pré-história, sabia-se que o filho tinha uma ligação com a mãe, já que provinha dela. Mas, em um passado remoto, não se tinha a ideia de que o pai fosse responsável pela fecundação. A mãe poderia engravidar pelos espíritos, antepassados ou por tocar em um animal ou em um mineral, de maneira que o pai não tinha a consciência do seu vínculo genético com o filho. Acredito que, por essa razão, a responsabilidade do pai era quase que nula. As coisas foram se transformando, e se descobriu, aos poucos, que a gestação era proveniente de uma união sexual e, desta forma, o pai tinha participação na concepção da criança. Assim, a responsabilidade e a ligação começaram a se estabelecer de maneira mais forte.

Mesmo assim, ainda em épocas longínquas, os grupos sociais eram muito extensos. A criança convivia com uma família extremamente numerosa, muitas vezes, convivia com uma variedade de empregados e funcionários da casa ou das propriedades. A criança sofria influências dessas inúmeras figuras. Com as transformações socioeconômicas, os grupos foram se tornando menores, até se reunirem no que hoje conhecemos como família nuclear, esta é constituída por pai, mãe e filhos, e, às vezes, alguns agregados. Mas o grupo familiar se tornou muito mais restrito, de maneira que a criança passa a ver o pai, a mãe e os irmãos como figuras de referência, e essas assumem uma importância de maior peso.

IHU On-Line – A paternidade é um tabu para as mulheres?

Rubens de Aguiar Maciel – Há um grande desconhecimento em relação à importância da função paterna dentro da família. Nas relações entre mãe e pai, existe uma dinâmica que é alterada com a vinda de um filho. Por outro lado, o pai tem uma função muito importante na formação da personalidade e no aspecto emocional da criança. Como os estudos não são muito extensos e aprofundados, se conhece pouco sobre isso, tanto a mulher quanto a sociedade de uma maneira geral. Na comunidade científica, isso também acontece, na medida em que os estudos não são muito extensos e abundantes. Iniciou-se, em vários outros países, algumas pesquisas que voltam suas atenções e esforços no sentido de olhar para a questão da paternidade, dentro da dinâmica familiar e na constituição emocional do filho.

IHU On-Line – A mãe tem influências no exercício da paternidade?

Rubens de Aguiar Maciel – Se for uma mãe amadurecida e segura emocionalmente, ela irá incluir esse pai, na relação com o filho, de uma maneira positiva. Entretanto, se essa mulher não é razoavelmente madura e se sua relação com o marido não está indo muito bem, pode haver uma tendência da mulher se unir ao filho e excluir o pai. É como se ela fizesse um pacto com o filho por várias razões, por ciúmes ou insegurança do marido, e, desta forma, prejudica o bom vínculo com a criança. Em outros casos, se a mulher é muito ansiosa, ela se volta de uma maneira extremamente exagerada para sua maternidade. Passa a ter um cuidado excessivo e, às vezes, desnecessário. A mãe acaba retirando a atenção de muitas outras coisas e principalmente do marido, que acaba se ressentindo disso. São mulheres que, por exemplo, não podem ter uma vida sexual, que procuram exercer cuidados exagerados com a sua saúde, que não tem uma vida social, se voltam exclusivamente para a gestação, de uma maneira que acaba excluindo o marido do convívio emocional com ela.

IHU On-Line – Quais as diferenças entre o papel e a função de pai?

Rubens de Aguiar Maciel – O papel está mais voltado para as expectativas sociais, culturais e morais de como o pai deve se comportar em relação à sua família e seu filho. Nesta medida, ele deve ser um provedor material, de educação, saúde etc. Inclusive, do ponto de vista legal, há uma lei, que está tramitando no congresso, que irá permitir aos filhos que processem seus pais por ausência afetiva, por falta de amparo afetivo. Porém, esses aspectos são relativos ao papel do pai, é o que se espera que o pai desempenhe. A função do pai diz mais respeito à formação emocional e da personalidade da criança.

O pai vai surgir como um exemplo em muitos aspectos para o filho. Vai surgir como aquele que deve estimular a criança a sair do vínculo simbiótico com a mãe. O pai irá induzir a criança para que ela vá se desligando da mãe, e vá se introduzindo na sociedade. A tendência natural da criança é estar grudada com a mãe o tempo todo, ser o centro das atenções e ter a mãe como objeto de seu controle. Se ela chora ou quer carinho, a mãe estará lá. O pai será aquela pessoa que dirá: “Ela é sua mãe, mas também é minha mulher. Ela é sua mãe, mas também é mãe dos seus irmãos. Você precisa substituir sua mãe, temporariamente, pelo pai ou por algum brinquedo”. Desta forma, o pai vai colocando a criança no convívio com a sociedade e vai fazendo com que ela aprenda a dividir esse amor simbiótico pela mãe com outras pessoas. A criança, primeiro, vai aprender a dividir essa atenção dentro do ambiente familiar, depois na escola, com a sua turma na adolescência, com seu grupo de trabalho na idade adulta, e vai destituindo seus amores primitivos por outros. A função do pai é formar uma criança que saberá dividir e lidar com seus desejos, assim ela conseguirá conviver em sociedade de forma mais harmônica.

IHU On-Line – E quanto aos limites, qual o papel da figura paterna?

Rubens de Aguiar Maciel – A criança ou bebê quer a mãe o tempo todo, exclusivamente, não quer dividi-la com ninguém. Um fato bem exemplar é quando se observa uma criança mamando no peito. A mãe está lá, conversando com ela e, se chega alguém, a criança olha para essa pessoa, mas continua com os dentes cravados no mamilo da mãe. Em relação a esse desejo de exclusividade e essa ligação contínua, isso precisa ser limitado. É preciso que se estabeleça uma separação. Neste sentido, o pai vem como limite.

IHU On-Line – Que lacunas se abrem a partir da ausência da figura paterna?

Rubens de Aguiar Maciel – A falta do pai é sempre prejudicial. Entretanto, a mãe pode exercer certas funções paternas. Neste sentido do limite, a mãe pode exercer em relação ao filho uma separação, dizendo para ele que também tem outras responsabilidades, mesmo na ausência do pai. Já a ausência do pai, como modelo, pode trazer uma série de fantasias e consequências, mais ou menos sérias, dependendo do convívio da criança com outras figuras masculinas. Se a criança tiver uma variedade de figuras masculinas para se identificar, o problema se dilui um pouco. Se não tiver, se o convívio for apenas com a mãe ou com figuras femininas, o problema aumenta, na medida em que não tem modelos para se projetar. A criança, no entanto, pode ir pegando esses modelos com seus amigos, com os pais dos amigos, mas não é a condição mais favorável.

IHU On-Line – Que tipo de transformações o filho traz para o pai enquanto homem?

Rubens de Aguiar Maciel – O fato de ser pai desperta, em muitos homens, um senso de responsabilidade que traz muitas ansiedades, muitas dúvidas. No sentido de que o homem se pergunta se é capaz de desempenhar aquele papel de forma razoável. A minha pesquisa foi feita com pais de primeira viagem, e, quando se trata do primeiro filho, os pais não sabem o que os espera. Eles não sabem se serão capazes de prover os filhos, de manter o emprego, de ser amorosos, darem bons exemplos, e, muitas vezes, não sabem se serão capazes de ter um comportamento diferente daquele que eles tiveram com seus próprios pais. Muitos deles não concordam com a educação que tiveram, esperam dar uma educação diferente, mas não sabem se tem capacidade e flexibilidade para se modificar.

IHU On-Line – Podemos dizer que hoje os pais têm uma relação mais afetiva e próxima com os filhos?

Rubens de Aguiar Maciel – Sim, isso vem mudando. Os pais hoje se mostram muito mais interessados e participativos. Essa quantidade enorme de separações faz com que os pais convivam com seus filhos e passem os finais de semana com eles. Há uma solicitação social, uma sugestão, por parte do comportamento, de que o pai deve se manter mais próximo. Isso tudo tem favorecido uma aproximação entre os pais e os filhos. Eu diria que é um começo e que ainda há muito para se avançar, mas a reação mais íntima entre pai e filho é um fato que vem se estabelecendo.

IHU On-Line – E que aspectos explicam a mudança de comportamento na paternidade, considerando essa relação mais próxima?

Rubens de Aguiar Maciel – Há transformações sociais e econômicas, com as famílias menores, que fazem as mulheres participarem do mercado de trabalho. Faz-se necessária uma divisão das tarefas dentro do lar com o marido, que passa a conviver com filhos de uma maneira mais intensa. Há também a divulgação dos conhecimentos científicos em relação ao comportamento. É indicado que esse pai não seja ausente, frio, distante e autoritário, e que deseje simplesmente determinar o futuro dos seus filhos, dizendo a eles o que devem seguir, a nível de carreira ou de relações. O cuidado com os desejos e as necessidades dos filhos, hoje em dia, é muito maior do que no passado. Hoje, há alguns movimentos que procuram auxiliar os homens nesta tarefa de pai, ainda são poucos, mas existem grupos que se organizam no sentido de fazerem turmas de pais, de casais, onde vão discutir a questão da paternidade e do cuidado com os filhos. É algo que precisa ser incentivado e divulgado.



(Envolverde/IHU Unisinos)
http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=72999&edt=1